Estou sem mp3. De novo. Aí atrapalha. Por exemplo: é facinho correr uma hora na esteira ao som de Benjor, mas sem... Me mantenho por 15 minutos, até chegar as primeiras gotas de suor e o tédio. Começo a perceber que corro, corro e não saio do lugar. Com música, vou à tantos. Vou à Taj Mahal, vou pro Hawai, volto à Portugal, ao carnaval, aos meus 22 anos... Ah, meus 22 anos... Meus dispositivos sonoros são quase uma máquina do tempo.
E as músicas novas! Não encaixotem essa frase na caixa dos lançamentos! Novas são aquelas que eu descubro perdidas pelo mundo e passam a embalar meu dia de um jeito diferente, pra deixar o passado descansar um pouquinho. São presente pra trilha sonora da minha vida.
Ando querendo ir à um karaokê. Mas que não seja um daqueles cheios de "profissionais". Quero um onde que os interpretes cantam cheios de vontade, o que nem sempre equivale à afinação. Combina mais comigo e assim corro menos risco de levar tomatadas.
Às vezes consigo driblar essa minha vontade de lararirá. Durante a uma hora e pouca que chacoalho no 217 em direção ao trabalho pela manhã, alguns livros têm me ajudado a superar a falta de um bom som. Mas em outras eu sinto, sinto muito... Como quando tento pôr em ordem o mafuá do meu quarto. É praticamente impraticável sem um ritmo pra dinamizar a minha missão (quase) impossível.
Ritmo. É isso. Há que se ter certo ritmo para as coisas se desenrolarem. Um ritmo para cada coisa, um tempo, um batimento... ou uma batida. É, acho que é isso: A vontade de me encontrar com a batida perfeita.