segunda-feira, 5 de julho de 2010

Foi. Fim.


Foi, pelo menos, uma ótima oportunidade de ficar junto do meu povo. Ainda que timidamente agrupados, como no "amistoso" contra Portugal, os brasileiros estavam sempre presentes. O primeiro jogo, ainda em Coimbra, foi de torcida quase unanime nos jardins da Associação Acadêmica. Em Brasil x Coréia, o resultado fez rolar roda de samba e torcedores pelo gramado às cambalhotas. Neste dia minhas malas já estavam prontas e eu já me preparava para dar tchau a Coimbra e olá ao Porto. Estar ao lado das queridas meninas do Recife, do Sul, de Minas, das cariocas e todos os outros foi mais valioso que o placar final em sí. Não esquecendo que o gostinho da vitória dá um tempero especial à diversão! Foi mais uma das boas despedidas de Coimbra. Sinto até que parti de lá em boa hora. Antes que todos já tivessem ido embora. Antes que a Residência Pedro Nunes virasse só saudade.

No segundo jogo eu já estava a respirar novos ares lusitanos. No Porto, assisti a partida no conforto do sofá com direito a skol (o que é quase refresco em comparação à super bock ou sagres) e uma caipirinha meio torta (com açúcar amarelo). Para comemorar o resultado de Brasil x Costa do Marfim fomos perambular com os nossos meiões verde e amarelo até parar no Café Paris: belíssimo! Com vitrines de quatro ou cinco metros de altura que ocupavam as paredes do chão ao teto cheias de cacarecos e quinquilharias antigas, do jeitinho que eu gosto. A luz era quase que só a das velas às mesas. Havia um rapaz que de tempos em tempos fazia o piano chorar ou bossanovar e eu, é claro, aplaudir sem fazer muito som, só para mostrá-lo o meu apreço! Terminamos a noite ainda a dançar forró, samba, ou quase isso, e pular ao som baiano com uns tugas que têm a metade do coração brasileiro, por sorte são pilotos e quando dá na telha vão fanfarrear atraz do trio.

Em Brasil x Portugal fomos a la praia de Matosinhos. E não é que por aqui dá mesmo praia! Pintou muita gente de trajes de banho a tostar nas areias e se refrescar no mar gelado. Alguns gatos pingados verde-amarelos foram também para o meio da portugaiada de camisola (que aqui significa blusa de manga comprida) ver aquele joguinho de comadres. Não entendo até agora porque os nativos de cá não paravam de aplaudir e soprar suas vuvuzelas (tipo cornetas de plástico e som grave). Tanto barulho por causa de uma não derrota? Mas foi engraçadinho ouvi-los torcer. Algo como "ó pá, fógo, foudass...".

O rio Douro foi o cenário de Brasil x Chile. Na ribeira havia apenas um chileninho (não é chinelinho) a sofrer no meio da massa brasileira que vibrava a cada gol. Este jogo pedia como trilha sonora Benjor cantando: Só não entramos com bola e tudo por humildade. Foi uma belezura. No fim do jogo, alguns canadenses e outros brasilieros residentes na Inglaterra já haviam se agregado a nossa mesa para compartilhar as alegrias do resultado.


Achava eu que assistir o jogo à beira do Douro traria sorte novamente... ledo engano. Pra começar não sei de onde surgiu tanto holandês. Estavam lá bem menos exibidos que os brasileiros mas foram eles que roubaram a cena e dançaram o vira já que os portugueses falharam na tentativa. Daí: Fim. Pelo menos para mim. Depois me contem qual a seleção campeã de 2010.


Mas daqui a 4 anos a história vai ser outra eu estarei lá, ou melhor, aí.


Foto 1: Dia de jogo no Jardim da A.A.C.
Foto 2 e 3: Café Paris
Foto 4: Chileninho
Foto 5: Ribeira em dia de jogo

3 comentários:

  1. Sem estudar até agosto... Agora é só passear!
    Adoro ler o seu blog. bjs

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  2. Infelizmente aqui a gente sabe bem oq é vuvuzela...
    Acho que um post da derrota argentina tb ia bem rsrs
    Bjs lindona!

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  3. Esse dia vai ficar na memoria para sempre. Perdemos no jogo, mas ganhamos um Best friend for life. LOL!

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