"Amar até, amar até, até quando Deus quiser..."

Era uma vez uma menina que bebia demais...
Assim começa uma das histórias que me contaram. Quem contou não viu, mas escaparam sorrisos com covinha do meu rosto. Um início pouco tradicional mas assim já começaram alguns tantos contos, sagas, epopéias e historietas românticas.
Me contaram porque ando a cata de histórias de amor. Tenho me alimentado delas. Elas estão por toda parte: nos fados, nas músicas de Xutos e Pontapés e de Maria Clementina, na memória dos que se apaixonaram, nos livros. Não passo fome.
Comprei um livro de um distante parente português. Chama-se Frederico Lourenço. Se um dia escreverem um livro lembrem-se que ainda que o ditado popular nos ensine o contrário, julga-se o livro pela capa. Foi ela que me atraiu. Discreta e pálida, de cartão flexível e macio. No topo o nome do autor, ao pé "livros cotovia" com letras menores e um passarinho azul (ví logo que era aquele que conta as coisas que não se sabe quem contou). Entre o topo e o pé, um pouco mais acima do meio, em letras grandes e azuis: Amar não acaba. Deixo em aberto o que corre pelas páginas do livro em prol do exercício da imaginação.
Um dia desses estava a toa no trabalho a passar os canais quando ví em Hollywood o título "O amor não tira férias". Mais uma vez a imaginação veio à tona porque milagrosamente o restaurante encheu e não consegui ver nada do filme enquanto sorria para os clientes.
Juntando as coisas cheguei à conclusão imaginária de que "amar não acaba nem tira férias". Entretanto, aconteceu que uma das belas história que me contaram depois carregava consigo um suspiro final: "Lindo, né? Pena que a vida não é toda assim." Eu quis muito mas não soube dizer o que acontece com amar quando parece que amar não está. Daí eu disse apenas: " Bem... depois você comenta esse texto." (Este mesmo. É que eu estava escrevendo enquanto me contavam).
Não foi a resposta merecida mas nem sempre eu tenho as palavras que gostaria. Quem sabe, algum de vocês que passam por aqui as tenham. Se tiverem me dêem este presente. Se não, me dêem ao menos um história para o pequeno almoço.
http://www.nletras.net/maria-clementina-veio-a-maria-clementina/
P.S.: Pequeno almoço é como chamam café da manhã aqui.
Foto de Angela M. Lourenço
Depende do amor. O amor romântico estre desconhecidos ainda é místico pra mim, mas a foto diz sobre o maior amor de todos e o mais indiscutível: amor de mãe. E não se esqueça também do amor de irmãos ;)
ResponderExcluirbjs, poly
Como sempre te digo, você não deve parar de escrever! Nem sabia que vc trabalhava em restaurante, mas por milésimos de segundos consegui te ver num restaurante com paredes forradas com madeira, mesas com toalhas brancas, TV de lcd da parede, e vc com um lenço branquinho na cabeça (portuguesa demais essa minha imaginação?) e uma bandeja na mão.
ResponderExcluirSobre o assunto do post, o amor não tira férias, ele só muda de foco! hehehe Afinal, como disse a sua irmã no comentário acima, amor não é só romance. Posso amar infinitamente um cachorrinho, um sobrinho, os pais, uma causa... o amor não tira férias, no máximo muda de assunto! hehehe
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ResponderExcluirNão é fácil encontrar um verdadeiro amor mas também não é tão difícil quanto parece.
ResponderExcluirEm alguns momentos ele se mostra como uma brisa que nos envolve.
Parece complicado, apenas porque ele fica e está onde não o procuramos.
Pessoas e situações agradáveis acontecem em nossas vidas e nos fazem felizes, preenchem vazios, ajuda-nos a esquecer os problemas, nos encorajam exaltando nossos valores e assim nos apaixonamos e pensamos ter encontrado o amor. Tudo isso é muito bom! Mas não é o amor, é só um exemplo, porque depois de um tempo, reconhecemos que falta alguma coisa... é sempre assim...
Então continuamos a nossa busca em relacionamentos que são como o ciclo da vida: nasce, cresce, se reproduz e morre.
Mas o amor que não acaba, o amor que não tira férias... Onde encontrar???
Onde encontrar este amor que nos dá razão para viver e fazer coisas boas?
Todos nós sabemos mas a gente esquece...
Esse amor que não acaba e não tira férias está em Deus, dentro de cada um de nós.
Você não acredita? Tire suas dúvidas estudando, sem preconceito, sobre a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo.
Namastê!