domingo, 11 de julho de 2010

Será tudo passageiro?


Dizem que mãe sempre sabe. Diz minha mãe que "quem não escuta conselho escuta 'oh, coitado'", que "quem a sua boa cama faz, nela se deita", que quando eu ia com as castanhas ela já vinha com os cajús e, com aquela habilidade incrível de contar piadas, que "na vida tudo é passageiro - menos o trocador e o motorista." Pois bem, pra começar eu nunca entendi a real importância dos motoristas de metrô. Penso que eles devem levar umas revistas pra cabine, uns salgadinhos, e aquele fone enorme que às vezes os vejo usando deve tocar mó sonzão ou ainda um mantra pra medidar de uma estação à outra. Pra mim, o cérebro eletrônico será, fácil fácil, o futuro condutor de metrô. Descartada aí a parte "motorista" da vida.

Também os tempos de trocador já se esvairam. Cá no Porto é assim: compra-se o bilhete "andante", que é de papel e recarregável, em um terminal eletrônico que há em todas as estações de metro (que se diz métro). No terminal há uma lista com todas as paragens e a respectiva equivalência como zona ( Z2, Z3, Z4, e assim por diante). Quanto mais distante a zona, mais caro é para carregar o bilhete, que serve tanto para autocarros quanto pra metro. Em teoria, é obrigatório validar o bilhete numa caixinha amarela fincada no espaço sempre que for utilizar o transporte. Ele é válido por uma hora para tomar quantos veículos for necessário. Na prática: bilhete comprado e validado segundo a moral de cada um.

Perguntem-me lá: será que alguém pode burlar as regras? Mas é claro! Podem até entrar no metro sem despender um tostão. O acesso é livre! Ou ainda: podem comprar um bilhete para Z2, o mais bartinho, validar para que os outros passageiros não te olhem torto e ir até Z200 (se existisse) sem validá-lo novamente. Digo sem pestanejar que muitos brasileiros encontrariam ainda outros mil modos muito criativos para dar um jeitinho de não pagar as passagens. O problema aqui é quando um fiscal surpesa, que as vezes surge dentro dos veículos com uma maquininha-checa-conduta, pega algum sujeito-mané no flagra. Além da vergonha, são € 70,00 de multa.

Parece que por aqui este sistema está a correr bem. Já agora não me é dificil ver tudo por aqui como passageiro. Mas pergunto a vocês: Será que no Brasil será tudo passageiro? Me parecia algo fora de cogitação mas já me engnei tantas vezes. Seria só mais uma.

Um comentário:

  1. Agora afirmo: Nesta vida tudo é passageiro, menos cobrador, motorista e fiscal. rsrs
    Para entender melhor a resposta visite o meu blog. bjs
    http://principaisvalores.blogspot.com/

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