quarta-feira, 9 de junho de 2010

Era uma vez, um Caleb, português.



Fui ao mercado comprar nesperas há pouco. Não tinha. Parece que não é época. É que hoje meu velho faz anos. Completa quase meio século de vida. Quis comer uma nespera em homenagem à ele.

O Caleb, português, a quem muitos conhecem por Vitor, teve uma das oportunidades mais divertidas que se pode ter: Escolher um novo nome. Cá em Portugal a gente brinca disso às vezes: Joana Júlia, Maria Carolina, Filipa Cristina... Ele escolheu Caleb. E foi numa empreitada luso-americana que nasceu Polyana, carioca de coração, rapariga portuguesa de herança.

Chegou magrinho, noviço, em terras brasileiras. Nada de barrigão no gajo, parece que essa característica se desenvolve com o tempo. Mas o bigode... esse era genuíno, farto, do tamanho dos ideais que inundavam seu coração. E aqueles olhos verdes... os portugueses têm um certo charme no olhar, algo meio sério, qualquer coisa de descobridores, desbravadores. Décadas depois, ele continua lindo!

De volta às nesperas, não me lembro de tê-las comido nessa vida. Me lembro é das histórias de meu pai, que subia nas árvores do quintal do vizinho para pegar as tais frutinhas amarelas. Por aqui pego limão no pé, tangerina e hj mesmo peguei umas frutinhas quase ameixas, mas vermelhas por dentro, talvez sejam ameixas selvagens, sabe lá. Pego assim, na rua. Não preciso pular muro. Quem sabe em Dafundo, Liboa, terra das peripércia infantis do Sr. Lourenço, eu encontro algum quintal cheio de nesperas suculentas, esperando para serem arrancadas, deliciadas, de molecagem. Deus queira que o muro seja baixo!


Ao meu pai, a alegria de um miúdo traquinas, o peito aberto da juventude que se entega pelo que acredita, "todo o amor que houver nessa vida e algum trocado pra dar garatia"!


Foto 1: Nesperas
Foto 2: Nespereira de quintal

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre promoções e velhinhos.


Já dei tchau pro voluntariado no Museu da Ciência. Doeu. Ainda assim sorri. Carreguei comigo a lembrança de miúdos quase prodígios, o riso eterno quado ouvir falar sobre as árvores graças a internacionalização de que as "arveres somos nozes", revi minha descrença no darwinismo, conheci pessoas boas no que fazem, encontrei um belo tema para minha monografia. Por só isso e por tantas outras maravilhosas coisas que fizeram este estágio muito precioso, sorri.

Já encerrei minhas aulas e exames. Falta dar ou meu professor de barba bem aparada algumas palavras sobre Fernando Pessoa que ainda nem comecei a escrever. Graças a internet posso enviar estes pormenores mais tarde, do Porto. É que vou pra lá em alguns dias. Tchau pra U.C. e em breve, tchau pra Coimbra. Ai ai...

Por enquanto ainda tenho aqueles afazeres pendentes de sempre e tenho as promoções. É sobre elas que eu quero falar. Será possivel dizer que não é algo na minha "área"? Basicamente ofereço argumentos que convençam o cliente a levar meu produto. Por vezes tem degustação. Por vezes não. Às vezes o produto é mesmo bom e as vezes... bem... Penso que tocar alguem através de sorriso e bons argumentos se encaixa bem na minha área.

Uma das promoções foi da Fanta Zero. Em pleno final de semana da "Queima" o que menos se procurava no mercado era por refrigerantes. Eu oferecia. "Não me apetece" pra lá, cabeças balançando negativamente e"Brigadissima" pra cá. Em meio a monotonia dia foram os velhinhos que fizeram a minha alegria naquele mercado.

O pimeiro, de paletó xadrez, boina, bengala, camisa, gravata, suéter, sandália com meia. O diálogo foi o seguinte:

- Que ofereces?
- Fanta zero.
- Conhaque?
- Não, Fanta zero.
- Ah. Não bebo.

Os velinhos de Coimbra são bem esteriotipados. Não há velhinho que se preze e não use boina. As senhoras com seus casacos pretos de lã ou malha grossa, cabelos braquinhos, broches, fivelas na cabeça, também honram seu estatuto de velhinhas. Comumente faltam-lhes dentes (e acreditem, até em alguns jovens).

Então veio o segundo, passo lento, como se caminhasse num parque a admirar as folhagens e o movimento dos traseuntes:

- Boa tarde! O senhor já conhece Fanta Zero? Gostaria de experimentar?
- Não, não conheço mas é que não me apetece beber nada agora. Hehehe. É que estou a procura da minha mulher que anda cá com o carrinho mas não sei onte ela tá. Não a vejo, hehehe, é pequenina, hehehe.

Impossivel não rir junto com a risadinha pueril daquele senhorzinho de, pá, uns setenta anos.

Veio ainda um terceiro que desencadeou uma conversa, no minimo, interessante:

- Antigamente tudo era natural. Antes de você nascer. O que não era, era proíbido.

Sorrí. Ele continou:

- Tudo que é natural faz bem, seja o que for. Mas hoje há muito açúcar, faz mal.

Para mim, nesta parte, ele não falava da fanta. Falava da Vida. Mesmo assim, não era o caso de analogias filosóficas e por isso continuei o meu trabalho:

- Mas esta fanta não tem açúcar. É zero.
- Você não tem nada a ver com isso mas a pior coisa que se pode beber é zero, é ligth. Você não tem nada a ver com isso, tás a ver? Tás a fazer o seu trabalho.

É a voz da experiência: "a pior coisa que se pode beber é zero, é ligth". Insisto! Ele falava mesmo da vida.

Teve piada (nosso "teve graça") trabalhar no final de semana da "Queima". Tenho mesmo muita sorte de sempre trabalhar em coisas agradáveis. Mas é como dizem:
"Não há trabalho ruin, o ruin é TER QUE trabalhar"
(Seu Madruga)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Força!


"Moça, olha só, o que eu te escrevi:
É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê"
(Além do que se vê - Los Hermanos)

Outro dia um cavalheiro abriu a porta de vidro da Faculdade de Matemática para eu passar. Quando agradeci, ele me olhou nos olhos e disse "força!", com naturalidade e sorriso bem próprios das pessoas gentis.

Numa segunda ou quarta-feira dessas, me ofereci para ler um trecho do Livro do Desassossego quando o professor de barba grisalha, bem aparada, pediu um voluntário. Antes que eu começasse a série irônica de Bernardo Soares ele disse "força!" e voltou logo o olhar para a folha de papel xerocado com as palavras que já já eu iria declamar para a turma.

Num almoço de algumas semanas atrás, na cantina da sereia (ou foi na das medicinas?), esqueci de pegar a colher de sopa. Voltei e pedi licença, no meio da fila, para esticar o braço e alcançar os talheres. A menina que abriu brecha para mim sorriu e: "força!" mais uma vez.

Cá na 'terrinha', quando se diz "força!" (o ponto de exclamação é nota minha) é algo como "vá em frente!". Esses portugueses... são mesmo muito literais. Como já cantava o Camelo, é mesmo preciso força pra ir em frente, pois não?


Foto1: Cantina da Sereia.
Foto 2: Aula de Estudos Pessoanos I. Dr. José, de barba grisalha, bem aparada, ao fundo.

P.S.: "Pois não?" = "Não é?"

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Comida, bebida, diversão e arte!


Em torno destas quatro necessidades vitais vão se estender as minhas delongas sobre a Queima.

A parte da diversão não precisa ser esclarecida. Muito menos a da bebida. Vocês entenderão facilmente. Quanto à comida, bem, Coimbra pára mas a minha vida não e como não se vive sem comer e quem não trabalha não come, trabalhei. Muito. Tanto no museu quanto com promoção e isso também entra nos posts seguintes.

A arte! Que seria de mim sem ela? Nas vésperas da Queima fui ao Museu Machado de Castro assistir Heráclito. Uma dessas tragédias gregas em que um deus resolve acabar com a vida de um mortal. Este Museu abriga um pórtico do século I, com aquelas passagens arqueadas e paredes de pedregulhos que remetem a trocentos anos atrás. Ainda que o espetáculo tenha sido no pátio externo e não na velha construção, a apresentação ao ar livre não foi, por isso, menos envolvente. As músicas, a indumentária, a iluminação e a própria arquitetura do museu contracenaram harmoniosamente com os atores. Uma boa dose de arte, da maneira mais clichê, para encher a minha alma antes de cair na folia conimbricense.

Mas não quero, é claro, excluir o caráter artístico da grande Queima das Fitas. Estamos falando de grandes artistas e grandes obras de arte! A arte de transformar papel crepom em carros alegóricos. De ser equilibrista, trepidar mas manter-se de pé em um caminhão que freia de um em um minuto após doses e mais doses e mais doses... A arte de calar para ouvir e sentir a serenata. A arte da tradição! Como foi bom fazer parte. Desde que eu era pequena minha mãe diz que adoro fazer arte. Repito: que seria de mim sem ela?

Pois. Justificada a minha abordagem das próximas atualizações, deixo vocês com gostinho de Queima na boca. Adianto que foram sete dias de folia e brincadeira mas que eu, sendo uma só, não consegui abraçar tudo. Vejam bem, tentem entender a dimensão do "coiso"! Houve torneio de bilhar, poker, caça ao tesouro, guerra de travesseiro, tourada, baile, chá dançante, concuso de banda e tal e coisa e coisa e tal que vem se estendendo por bem mais que sete dias! Vou, timidamente, falar à vocês da pontinha do iceberg que tive o privilégio de vivenciar... mas não agora que já é hora de dormir.

Não se avexem, não. Já já tem mais!

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Acalma o grelo. A queima vem aí."

Eis o enunciado do outdoor ao pé da Universidade.

A Queima das Fitas começa na madrugada de quinta para sexta. A imagem mais palpável que criei pelo que ouvi até agora é de um mar de estudantes portugueses, trajados com suas capas de super-heróis, às ruas de Coimbra, de peito estufado e com a certeza de que, como super-heróis da Queima, podem tudo.

Não há aulas durante os dias da Queima. Nem aulas nem nada, ou quase nada, além dela. Penso aqui com meus botões que deve lembrar vagamente o nosso Carnaval mas, é claro, com um "Q" bem grande de tradição secular. Eu e minha mania de comparar aqui e acolá.

Mais que uma desculpa para beber, é uma festividade tradicionalíssima não só em Coimbra como em Portugal de maneira geral. Há no Porto, há em Lisboa, mas não é vivida com a mesma intensidade que na mais estudantil cidade lusitana. Pelo menos foi isso que me disse a Sophia, minha colega de estágio.

Sophia é casada a um ano e conheceu seu atual marido na Queima de 2001. Foi mais ou menos assim:

Estava ela com orelinhas de Minie que acabara de ganhar no happy meal (Mc lanche feliz) a percorrer as enumeras barracas de bebidas. A cada shot tomado era menos um pouco para a meia noite. Estava a espera das badaladas para comemorar o seu aniversário quando ele veio.

- Porque tás a usar estas orelhas? perguntou ele.
- Porque faço anos.
- Não, credito. Pois faço também! Como te chamas?
- Sophia, e tu?
- Não vais apanhar, são só três letrinhas...
- Hum, deixa-me pensar... Rui!
- Isso mesmo! Acertastes. És a mulher da minha vida, serás mãe dos meus filhos.

(É, rimos muito juntas! Podem rir daí também. Foi bem desse jeitinho.)

Uma semana depois, no show da Daniela Mercury, começaram a namorar.

Não, meus queridos brasileiros, não estou a dizer que a Queima é o lugar mais propício para dar inicio a romances eternos. É mais para histórias eternas. É justamente a raridade do acontecimento que o torna especial. Tão especial que vai entrar para o meu repertório. Afinal, é mesmo disso que é feita a boa vida: momentos raros e especiais.

Mas vamos falar da Queima tradicional.

Renderia, pá, linhas infinitas falar de todos os detalhes dessa festividade. Vou deixar para contar depois que eu ver tudinho com esses olhos que a terra um dia há de comer. Menos disse me disse e mais téti a téti. Por enquanto vou esclarecer apenas o tal do grelo.


É que na Queima das Fitas os estudantes do segundo ano das faculdades queimam a ponta do grelo no caldeirão em frente à Sé Nova. "Izatament", o grelo: uma fita, tipo de lã, da cor do curso, que eles levam junto ao peito no dia da Queima. O grelo faz parte do traje e só se pode usar depois deste ritual. Daí nome.

Depois disso, o grelo ainda é usado para umas tantas outras coisas mas isso é assunto para um outro post...

P.S: Foto 1, Serenta no primeiro dia da Queima, em frente à Sé Velha. Foto 2, queima do grelo em frente à Sé Nova.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

U.C. e eu...

Eu sei que demora, mas é que o tempo passa tão rápido que é difícil encontrar uma brecha para escrever.

Hoje queria dizer que já sinto saudades, mas é daqui. Já estou na metade do caminho. Já em ritmo de provas. Já com o coração amando dois amores. O amor pela menina dos olhos de Portugal e pela musa inspiradora do samba e das bossas no meu Brasil. Folgo dizer "minha Coimbra". Digo segura, "minha Cidade Maravilhosa". De um lado são aqueles beijos que parecem não ter fim, como quando se beija sabendo que em pouco tempo vai-se embora. Do outro é o carinho que só aumenta até quase explodir, que aperta ate quase doer, sabendo que o encontro se aproxima.

Mas deixemos o Rio pra quando eu volta pro Rio.

A alma de coimbra é mesmo a U.C.. Há campus universitários espalhados por toda a cidade, bem como infraestrutura que possibilita seu bom funcionamento. Alojamentos e residências estudantis, principalmente próximas à Praça da República, à Sé Velha, a parte mais antiga e histórica de cá. Também a parte mais badalada, especialmente às terças e quintas à noite (o que não exclui todos os outros dias da semana). Há ainda as cantinas aos montes, linhas de ônibus (do sistema municipal de transporte) que funcionam em função do calendário e horário universitário, como também as tantas bibliotecas que chegam a ocupar salões e corredores de algumas faculdades, repletas de jóias.


Ser estudante em Coimbra é algo que todas as palavras que eu possa escrever aqui não alcançam.


A minha faculdade, Psicologia e Ciências da Educação, me parece ser um dos mais antigos prédios da Universidade. Antigo, não velho. Tem as suas adaptações mas conserva as escadarias de pedra gasta, os azulejos pintados à mão, as passagens arqueadas forradas de tijolos sem reboco, a frieza interna das paredes de pedra, grossas. No centro, um claustro, assim como em várias outras contruções de cá. Não é preciso esfororço para se reportar à vários anos atraz quando se vê os estudantes de hoje, trajados, com suas capas pretas, a circular pelos arcos do claustro. Lembra mesmo Hogwarts.

Como eu disse, antigo, não velho, tampouco mal cuidado ou ultrapassado. Em cada sala, cada uma delas, há um computador na mesa do professor, com internet livre como em qualquer outro espaço da universidade. Há também um projetor e caixas de som bastante utilizados tanto pelos professores quanto pelos alunos em suas apresetações de trabalhos.

Colóquios, seminários e tertúlias são recorrentes. Uma pena só haver 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com só isso de horas, a semana não abraça nem um terço do que eu gostaria.
Há os prédios novos do polo II, de engenharia, mas desses quase nada sei. Há os hospitais que ainda não conheço. Há tantas outras coisas que me faltam em apenas 3 meses. Minha irmã linda já me dizia: "Podiam vender tempo a varejo."




P.S.: Vídeo gravado logo na primeira semana em Coimbra, prédio principal, reitoria. Fotos, em ordem: parte da Praça da República; Sé Velha; Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Água na boca.



Falta o "B" mas é que eu fiquei com fome. Comi. Uma das coisas mais prazerosas por aqui é comer.

Comecemos pelas cantinas. Tem a dos grelhados, a vegetariana, a amarela, a dos hospitais, do dric, a verde, a do isec, a da sereia... Há cantinas estudantis variadas e abertas a todos com refeições à partir de €2,15. Esta inclui pão+sopa+prato principal+água ou refresco+sobremesa doce ou fruta. Há pães variados como em toda terra lusitana que se preze. As sopas são cremosas, quentinhas, vira e mexe tem caldo verde, a canja é sopa de macarrão conchinha com galinha (só!) e mesmo assim é gostosa. O prato principal vem muito bem servido mesmo! É difícil comer tudo. Além de bacalhau, natas e batatas, tem muita carne de porco na dieta portuguesa mas felizmente sempre há peixe fresco como segunda opção. É de lamber os beiços! A sobremesa costuma ser arroz doce, que é muito típico aqui, leite creme ou pudim. As frutas no começo pareciam todas pêras. A maçã e até a banana tinham gosto de pêra. Agora já diferencio bem. Devo ter começado com uma safra meio esquisita. Sempre tem laranja. As laranjas aqui são suculentas, doces no ponto certo. Como laranja praticamente todos os dias. Poderia dizer que é pelo sabor; Poderia dizer que é por que me faz sentir mais saciada ao final da refeição; Ou ainda que como seguindo conselhos que me foram dados de coração; Poderia dizer que é porque lembra meu pai que dedicava longos momentos da refeição descascando a laranja em espiral, limpando a pele branca e comendo gomo por gomo; Mas como porque como e poderia dizer que estou me viciando em laranja.

Nos mercados tudo que é engordativo é uma pechincha: muita comida pronta e congelada, sacos colossais de batata chips, chocolates, sorvetes, doces, pães, queijos... Ah... os queijos! São de fazer virar os olhos (mas estes são mais caros). Há fiambre (nosso vulgo presunto) de vários subtipos e há o presunto, que é bem vermelho, quase vinho, seco e salgado. Fora o salame, chouriço, chourição, e mais um monte de embutidos. Petiscos não faltam para se apreciar um bom vinho, mas o vinho rende um post à parte qualquer dia desses. Em meio a isso tudo, há saladas! Sim! Saladas, peixes, cereais, legumes, frutas, etc e tal. Dá pra ser saudável, só é difícil.

Toda a semana há jantares na casa de um ou de outro. Os convidados levam bebida e o anfitrião oferece a comida. Geralmente são uma socialização pré-nigth. Há os de aniversário, os de desculpa pra beber, os que surgem na hora por que todos se juntaram na cozinha pra um dedinho de prosa e há também os temáticos. Já teve turco, alemão com polonês e, é obviamente, o brasileiro, com direito à arroz, feijão, farofa e caipirinha.

Sobre os restaurantes eu sei pouco. Provavelmente em Julho poderei discorrer um pouquinho sobre isso mas por enquanto é só cantina, e olhe lá!

Só de escrever já está me dando água na boca e daí mesmo que eu tiro a solução para o meu problema: muita água na boca! Garrafinha na bolsa é indispensável. Chá gelado ou quente também ajuda muito. Estou me empenhando para não descer rolando do avião quando pousar na minha cidade maravilhosa.

Enfim, a foto acima fui eu quem tirei do meu prato de sopa de letrinhas que a Francy fez. A foto abaixo, na minha residência, foi de um fotógrafo amador anônimo, não é das melhores mas é a que eu tenho e que tem a maior parte das pessoas reunidas. Não reparem nas datas sem nexo.

Espero que tenham sentido o gostinho de alguma coisa daqui. Se não, sempre é tempo de fechar os olhos e se abrir para os sentidos e para a imaginação. Porque não?

Bom apetite à todos.