segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Décimo dia; 14/08

"Tudo que é bom dura o tempo necessário
para se tornar inesquecível."

Hora de dar "até logo" para Angela. Ela vai e eu fico mais dois dias. Passamos a manhã a organizar as coisas e enfim: aeroporto. Houve tempo de uma lazanha de mariscos antes de deixar a irmã mais linda que eu tenho pegar o vôo.

Foi um tempo bom que durou. Nem muito, nem pouco: durou. Foi tempo de malhar as batatas da perna, tocar e ver de verdade o que nos mostravam as fotografias online, tempo pra gente se conhecer mais e perceber que nos conhecemos pra além do que imaginávamos. Ainda que algumas coisas não sejam ditas, a gente sabe, e sabe que sabe. Era na propaganda da Sadia que dizia: "é bom saber que alguém te ama de verdade, bom saber que alguém e quer tão bem"? Acho que era... E o querer bem "apesar de" é a magia da coisa. Os apesares que fazem da relação algo especial. Saber que o nosso diferente tem um 'quê' de semelhante e que o nosso semelhante quem um 'quê' de diferente, como cantam no forró, incrementa a relação com essa aura cintilante. É o Amor, minha gente. Não tenho como me cansar de falar Nele.

O dia ainda estava pela metade quando a deixei o que me deu o privilégio de ir à Quinta da Regaleira, em Sintra. Descobri que em Sintra existe um Palácio da Pena! Pena que estava tão longe e não dava pra eu ir. Isso até me soa familiar. Mas o palácio está lá.

De volta a morada em Oeiras, estava eu a divagar com meu branquinho perolado quando o Joaquim sugere um filme:

- Já viu Avatar? Tenho aqui.

Avatar é mesmo um filme que agrada a todos. Ou quase. Tem o romance para os mais sentimentais, tiros o bombas aos montes para quem gosta de "filmes de macho" e tem ideal para aqueles que sonham. Talvez por isso que eu entre no hall dos que gostam. Talvez não. Talvez seja só uma questão de afeto. Talvez me afete. De fato tem uma das coisas que me afeta nesse filme, que me cutuca, são os rituais. Deixamos os nossos cairem no esquecimento, mas os rituais são aquilo que tornam um dia diferente dos outros. Pode ser por isso que, muitas vezes, os dias parecem todos iguais.

Por um motivo ou por outro, eu gosto do filme e foi o assistindo, comendo salada com um queijo, pra variar, delicioso, presunto bem fininho e bebendo algumas taças de vinho que dei boa noite ao último dia da trip Poly, Angela, Barcelona.

P.S.: Aquele presunto rosado que temos no Brasil, aqui chama-se fiambre. Presunto aqui é aquele bem vermelho e salgado que a gente chama de parma.

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