segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sétimo dia; 11/08

"As estrelas são todas iluminadas...
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?"

(O Pequeno Príncipe)

Como apresentar o Porto à minha irmã em um só dia se nem eu que fiquei quase dois meses dei conta de conhecê-lo como queria? Whatever... Vamos começar pelo Niemeyer de Portugal: Álvaro Siza. O arquiteto contemporâneo que fez a as Piscinas de Leça, a Casa do Chá, a Fundação Serralves, a estação de metro de São Bento, entre outras coisas, mas estas foram as que visitamos.

Entre as paradas em Siza teve descanso na praia, pizza de gambas (camarão), de atum, de salmão, de chouriço, Sagres ruiva, Haggen Dazz. A hora vai passando e a gente nem sente. Até porque o sol se mantém firme e forte até às vinte e tantas.

O dia acaba tarde mas o horário de funcinamento dos estabelecimentos não. Sorte a minha ter estado no Porto há mais tempo para desfrutar dos jardins de Serralves, das exposições, das salas da Casa da Música que por hora está em reforma. Por agora foram menos passeios por dentro, mais passeios por fora. Fomos à Catedral e de lá descemos as ruas tortas e estreitas até a Ribeira. O sol desceu conosco em passos lentos, compartilhando seu brilho com o rio D'ouro até que a sua luz deu lugar às várias luzes que abraçam o rio quando o céu escurece.

O Rio D'ouro é a divisa entre Vila Nova de Gaia e o Porto, Porto mesmo. Da margem de cá víamos em Gaia as caves de vinho com seus letreiros florescentes, os monumentos envoltos por auréolas e milhares de outros pontos luminosos que eram como estrelas baixas. Com tantos focos de luz pouco se notava as estrelas altas, mas ainda assim elas estavam lá a agraciar a noite como sempre estiveram.

É facil se deixar levar pelo brilho ds estrelas baixas, das mais próximas, ainda que as altas estejam à espera, aguardandando cintilantes o dia do encontro. Não tem mal. É mesmo assim. As pequenas estrelas continuarão a brilhar. Para que, quando as luzes baixas se apagarem, cada um possa, um dia, encontrar a sua.

"As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê..."
(O Pequeno Príncipe)

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