segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quarto dia; 08/08

Impossível sobreviver ao dia de hoje sem café. Com esta demanda, no calor que faz aqui, um copão de mocha no starbucks nos serviu como uma luva (tipo um cappuccino gelado, quase um milk shake).

Lá fomos nós: Faculdade de Comunicação, Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, Parque Guell.

Bem na fente do MACBA e CCCB havia alguns muchachos a fazer manobras em bicicletinhas. Uma graça! Há destes por vários cantos daqui, bem como skatistas e praticantes de leparcu (aqueles que ficam pulando pelas paredes) - arte contemporânea!

Mas para além das piruetas sobre duas rodas, pedalar é parte fundamental da vida em Barcelona. A cidade é toda propícia para ciclistas. Rampas de acesso sempre! De poucas em poucas quadras há estações bicing. Uma excelente alternativa para o transporte público. Explicando bem resumidamente é assim: paga-se vinte e tantos euros por ano e pode se pegar e deixar as bicicletas bicing em qualquer uma das estações. Adorei!

Valtando ao roteiro... Como o nosso passeio em Barcelona tem um foco pré-definido, tivemos que deixar de ver as exposições em prol das casas do lúdico Parque Guell (ou "casas da história de João e Maria"). Para alguns pode ser estranho mas o leque de possibilidades que o artista dá à imaginação já o tornam merecedor da minha admiração. Saber que suas criações datam de mais de cem anos o elevam exponencialmente. Difícil encaixá-lo em algum estilo. É o mesmo que tentar encaixar (colocar em caixa mesmo) Chagall. Faz confusão. Eles foram diferentes do todo. Eles pensavam fora da caixa.

Na volta para casa percebi os cartazes alinhados nos postes que anunciavam o circuito de gays e lésbicas entre dois e oito de agosto. Estava explicada a variedade de tipos e casais bem à vontade nas ruas. O que nem tinha me causado tanta estranheza. Aqui, o ditado "ser diferente é normal" é uma bandeira erquida nas praças. A arquitetura do clássico ao mais "pra frentex", as roupas, os cabelos, a gente de cada canto do mundo, cada um na sua. Super normal! É bom ver na prática o que me disse a Zélia há uns tempos atrás: "Nem tudo que não é você é esquisito".

Amanhã é dia de dar tchau pra Barcelona mas posso continuar no mesmo verso da cantora: "Nem tudo que acaba aqui deixa de ser infinito."

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