
Obrigada por todas as histórias de amor que me têm sido contadas. Delas vieram outras mais. Já agora transborda uma nova. Não que eu tenha deixado de lado meu amor pela menina dos olhos de Portugal, a querida Coimbra, mas agora me vejo envolvida por um senhor de idade, e muita... com o Porto. Neste últimos dias ele tem feito charminho pra mim. Tem cantado fados e feito de tudo para me conquistar. E ele é bom nisso. Tão bom que me despiu! O sol do porto me pôs dias seguidos de biquinie na praia, coisa que o sol do Rio não conseguia há tempos.
As construções erquidas em pedra seculares, os painéis de azulejos desenhados, as ruelas estreitas, o brilho do fim da tarde refletido no rio D'ouro, os pássaros que dançam e cantam à certa hora do entardecer sobre a Ribeira, os castelos (de verdade, onde moraram reis e rainhas!), os quintais com parreiras retorcidas já cheias de futuros vinhos, as praias rochosas, tudo me leva a encontros românticos.

Foi mesmo assim: Quis me alimentar de histórias de amor e a cada dia me são servidos banquetes. Enchi meus ouvidos de forró durante semanas e lá estava eu a gastar a sandália no Favela Chique na última sexta-feira como um carrossel. Liguei em busca de uma voz amiga e consegui quatro de uma vez só pra melhorar o meu humor. Sonhei com abraços dos meus cariocas e hoje mesmo, quando "por acaso" estava a tentar achar a dona de uma carta de motorista que "por acaso" foi parar nas minhas mãos, ganhei de presente um abraço apertado e uma tarde a perambular com um amigo querido que trabalhou comigo no CCBB, no Rio, e que "por acaso" estava a passar na rua das galerias de arte ao mesmo que eu quando ia em busca da morada da rapariga dona da carta. Não achei a dona, mas achei Léo e, se calhar, era mesmo para isso que a carta servia.

Amo muito tudo isso e incrivelmente tudo isso bateu então à minha porta. Felizmente ouvi as batidas como se ouvisse música e cantei com elas. Felizmente eu as quis e por isso elas vieram. Ó pá, dizem por aí que o amor atrai, pois não? Tenho acreditado nisso cada vez mais, como sempre acreditei há tempos atraz. Essa minha crença só andou meio engavetada talvez, com uma abertura de soslaio. Agora, quanto mais se abre a gaveta, quanto mais ela se enche, mais espaço parece que tem. Como na bolsa da Mary Poppins. Com espaço que nunca acaba. Foi meu parente distante que disse "Tudo na vida tem o estigma da caducidade. Só amar não acaba". Que bom que a gaveta suporta essa infinitude.
Foto 1: entardecer na Ribeira
Foto 2: praia de Matosinhos
Foto 3: Castelo de Guimarães
Foto 4: Estação de São Bento
eba! eu sou uma das 4 vozes amigas! =)
ResponderExcluiradorei!
bjsssss
É Polyana, esteja certa que o amor realmente atrai! E ainda, mais que atrair ele também sabe contagiar (e como!). Inebriando-me com essa brisa amorosa que vem daí do Porto fiz nascer, em terras tão distantes, esses simples versos:
ResponderExcluirQue é enigma sei bem,
Mas já me esquecera que vai além...
Muito mais que coincidente,
Imprescindível,
e da caducidade a falta de estigma,
O amor é da vida o ímã.
Obrigada por ter me feito abrir minha gaveta também! rs
Beijos e luz!
te amo quando vc escreve.
ResponderExcluirobrigado por mandar um bocadinho de luz pra essas bandas de cá.
b
realmente vou ter q concordar com a pessoa acima. tb amo qnd vc escreve.
ResponderExcluirna verdade vc poderia pegar esse blog e fazer um livro. eu compraria